quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Jogo na Arte dela. (Não sei de onde me chegou essa letra totalmente AC!)

Jogo!

A própria, bando de amigos, toda a tribo..
Pode dizer que eu não to no nível, que não sirvo pra você...
Mas se não tenho a sua pose e a sua pompa, pq “Cê” vem comigo?
Eu chego junto, eu dou conta, sei mexer?

Posso não ser da sua estirpe, do seu naipe.. Às vezes falho...
Mas pode crer que eu mando bem no seu baralho.
Viro a mesa, bato,esnobo, quebro a banca...
Azar no jogo? Sorte a minha a sua estampa:
Linda, lisa e louca por mim...
Então, vencendo ou não
Ganhei o jogo e FIM.

Não sobra assim uma só alma pra falar
Que nós não somos uma dupla de abalar..
Sobra seu jogo limpo, sua classe, seu batom
Levo minha malandragem, meu gingado e o meu tom..

E não tem jeito, querida..
da gente não misturar
Meu wisk 12 anos, seu Bourbon e quem sabe um guaraná...

E não tem chance, amiga
Da gente se encontrar, vc despir seu piano
Eu colocar minhas cordas
E todo o som do mundo não rolar...

E se calar.. rolar, calar...

É esse o jogo, não adianta recuar
Vencendo eu ganho
Perdendo? Ainda não deixo de te ganhar...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Arte de volta a SOLIDÃO (2º post "povoando" este tema)


O que é exatamente SOLIDÃO? No sentido exato...
Para a grande maioria é estar só.. Sem ninguém à volta...
Eu penso que esta seja melhor definida por um “estado” de sentir-se só...
E não pára por aí...

Algumas pessoas vão estar sem ninguém aparentemente ao seu lado e não sentirão solidão... Se sentirão cercados por Deus, flores, Livros, natureza, palavras, músicas... Ou simplesmente, cheias da presença delas mesmas...
Outras podem ter alguns amigos, família, vizinhos, colegas de trabalho, mas não tendo tudo e todos que querem (ou pensam querer), sempre se sentem sós...
Alguns, simplesmente CULTUAM a solidão e até se ALIMENTAM dela..

Me lembrei agora de uma frase que escutei em algum lugar e sempre repito no twitter (e que uma amiga querida sempre retuita, não é Rafa?!) “O duro não é cair, mas gostar do chão..”... E esta frase me levou a pensar... Que o problema não é sentir-se só às vezes.. Isso acontece a todos. O problema está em cultuar a solidão e fazer dela um alimento nocivo... Torná-la maior do que realmente é...

Poxa, a gente sempre pode abrir a porta, andar pela rua... Na companhia do sol, da lua.. De uma folha que cai bem na nossa frente enquanto passamos... A gente sempre pode se alimentar das palavras de um livro, das notas de uma melodia...
E é lógico que sempre podemos e devemos procurar pessoas para conviver e povoar nossos dias, noites, sentimentos. Mas nunca para povoar nosso corpo, alma e vida por inteiro.. Dentro de nós, só moramos nós mesmos.. E já preenche bastante espaço as coisas do nosso passado, presente, sonhos, amor próprio, manias, sentimentos...
Pessoas são “Adereços” encantados e sagrados que enfeitam a vida umas das outras... Cada qual a seu modo.. Mas não podem SER A NOSSA PRÓPRIA VIDA.

Então, se você tem amor, amigos, família e a si próprio (Sendo verdadeiramente quem é), perfeito!
 Se você tem tudo isso, mas ainda não um amor, bom também. Até busque-o, mas não se julgue um solitário por ainda não tê-lo encontrado, ou tê-lo perdido.
Se você se vê no momento, sem amor, família ou amigos, mas ainda tem a si próprio e se gosta (gosta dos valores que vê), também não se entregue a SOLIDÃO... Pense que poderia ser pior... Pois a maior e mais DEFINITIVA SOLIDÃO  é perder-se de SI MESMO!

As palavras escritas aqui são de quem muitas vezes já se sentiu só, e pode ser que ainda volte a saber o que é isso... Mas também já aprendeu a tirar sua solidão para dançar... A cantar para ela...Aprendeu a povoá-la de palavras, planos, plantas... E também a mandá-la embora quando não quer a sua companhia...

Não é de hoje que “Flerto” com a solidão.. E em outro post deste mesmo blog (Remédio para algumas solidões), já pedi até que se lembrem dela, pois a mesma tem seu “valor”... Só não quero para mim e para ninguém, que a SOLIDÃO vire bengala, alimento, lamentos e principalmente CONDIÇÃO... Solidão é OPÇÃO, amigos... E a gente sempre pode escolher outro caminho!

“Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência...” Autoria controversa

“Quem não souber povoar sua solidão, também não conseguirá isolar-se entre a gente” – Charles Baudelaire


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Arte na LUA ( e o Mar como coadjuvante)


video
LUA e MAR dois “elementos” dos mais poderosos e misteriosamente influenciadores de comportamento...Um saindo de dentro do outro em frente a mim...Uma “desunião” e tanto.. Que efeito teria essa separação??
Penso logo na vida me separando de você.. Filho saindo do seio materno... Borboleta deixando a segurança do casulo...
Aí a LUA sobe, cresce, diante dos meus olhos.. Ainda inteira, ainda brilhante, ainda forte, imponente, soberana...
 E da mesma forma ainda está lá o mar.. Sereno em sua força, constante em seu movimento.. Impassível, implacável, imperturbável...
Então eu aquieto um pouco o espírito, a alma... E reflito que separações podem acontecer sem MORTE e até sem traumas permanentes..
Só que ainda doem, a dor insiste, pulsa... Existe... E não deixa de doer.. Mas logo me lembro – E como eu gosto de me consolar – que as separações podem não durar para sempre...
Afinal, “daqui a um mês a LUA vai estar cheia e no mesmo lugar...”
JUNTO AO MAR...

"Você me deixou
a medida que eu andei perto da água..
Olhando para a LUA
minha vida se tornou um rio (*ou quem sabe um mar...)
que corre dentro de você.." Claire de lune - Amiel (e pequena licença poética..)

Obs.: Não acho msm justo, usar algo tão poderoso como a LUA para falar apenas de separação..Mas como todos temos FASES, como ela... Prometo voltar em uma mais propícia para falar da LUA dos AMANTES...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Arte em desCAMINHO


Pode ser que eu me perca de ti..
Que a estrada, caminhos, descaminhos.. Te levem de mim..

Pode ser que eu não saiba voltar, desaprenda...
Pode ser que eu não queria mais aprender...

Aprender a proximidade que invariavelmente nos mistura até sermos um..
A intimidade que nos decifra até sermos livro... Livro de páginas em branco, escritas a 4 mãos...

Pode ser que eu não queira
Você não queira... Descobrir esse caminho que vence as distancias em kilometros, milhas, mundos...

Tudo isso pode ser..
Porque a maior distancia não esteja na “trilha”
E sopre de dentro para fora...
Das “desemoções” com a proximidade de outros amores
Dos desencantos nas exposições a outros seres...
Pode ser que sopre de dentro da alma...
Um vento forte...
Que impeça aproximação...

Mas também pode ser que não!
Quem sabe o homem sempre descubra que a “distancia” é o que dói mais na vida...
E por isso vá criando estradas, trens bala, aviões, asas... E dê tantas asas a imaginação...

Aí então saberemos...
Porque seremos SÓ CAMINHO...
Daqueles onde ninguém se perde e labirintos não se criam...

Então seremos SÓ ENCONTRO... Os que não se adiam,
Porque não tem hora marcada..

E então seremos a AUSENCIA EXTINTA
E a PRESENÇA PERSONIFICADA...


"Que as estradas onde passo
São estradas por só ser
São atalhos que eu traço
Pra chegar até você" (Elder Costa Por Ana Carolina)


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Tentando expor uma Arte ESCONDIDA...

Uma vontade de escrever que te chegue tirando o sono às 2 da manhã, após alguma bebida, com o note já desligado e luzes apagadas no quarto e em você mesma... NAO pode ser dispensada... Não por um “pseudo-escritor”, por um blogueiro... Um Vinícius de Moraes, um Fernando Pessoa... Esses poderiam virar para o lado e dormir... Estaria tudo ali no lugar no dia seguinte... Uma idéia brilhante, uma frase rimada... Nós os pobres mortais, temos que respeitar essas vontades repentinas e inexplicáveis..

Então, vamos lá.. Vamos ver o que sai...
Pensando mais cedo, diante da dor de amor de uma amiga... Me dei conta de que até tentando me mostrar (em escritos postados em um blog publico, onde você conta os acessos e vibra quando seu numero de leitores cresce), até nessa hora eu tendo a me esconder... Tentando explicar: Eu me dei conta de que falo de amor, sem falar... Escrevo tanto.. Às vezes sem nada dizer... Rimas cadenciadas... Versos “polivalentes”, onde quase todos podem se encaixar... E onde estou eu ali?? Quanto daquilo tudo eram realmente considerações minhas sobre aquele tema... Sobre o amor, no caso citado agora... Não sei... Penso que pouco... Existe ali muita “forma” e talvez pouca reflexão pessoal...
Então eu penso: Será que eu não teria nenhuma melhor colaboração a deixar para um leitor... Onde ele encontrasse (se ali buscasse) alguém dizendo exatamente o que pensa?! Ainda não sei... Acredito que para alguns a minhas poesias cadenciadas serão um consolo... Palavras bonitas soando leve em seu peito atormentado naquela hora difícil.. Porem para alguns eu penso que elas soam um tanto superficiais... Distantes... E talvez sejam mesmo...
Talvez eu não saiba falar de amor, ou de dor... Ou mesmo de uma coisa de formas concretas como uma borboleta,  expondo inteiramente o que sinto e assim me distancio com palavras e rimas... palavras e rimas minhas, mas que nem sempre me traduzem...
Acho que na verdade é só assim que eu seu fazer, e quem tiver essa mesma dificuldade de “expressão” de si mesmo, terá então encontrado algo de útil e profundamente verdadeiro no post de hoje, só estas pessoas... Não as que buscaram o amor, a dor, a solidão... Para estas eu acho que deixarei sempre um pouco a desejar...
É meio frustrante, confesso... Mas um tanto inevitável...
E para não terminar este post, (que me tirou dos lençóis e do sono às 2 da manhã) sem deixar NADA para os que buscam AMOR e DOR,  para uns poucos admiradores do que hoje chamei de minha distancia.. Eu terei que terminar rimando... Talvez escondendo o que tanto tento mostrar... Perdoem mas eu só sei ser assim...

Eu preciso é desfazer-me de mim mesma.
Para retornar outra, que eu queira REconhecer...
Você, sozinha já se tirou de mim... E eu, por fim, me deixei em você...
Visto que, já se foi e eu, esquecida de quem era me deixei levar..
Não é você quem precisa sair,
Sou eu quem DEFINITIVAMENTE preciso voltar..

Desfaço-me de mim então... Deixo de reconhecer-me  aquela que AMA
Para me tornar quem sempre quis ser
E espero,  que a minha escolha
Não me mostre em letras garrafais, algo dizendo:
O QUE EU SEMPRE QUIS FOI  AMAR VOCÊ...

HOJE EU PRECISO SER BEM MAIS QUE ISSO...
HOJE PRECISO AMAR A MIM MESMA...
NÃO SE RESGATA UM SENTIDO PRA VIDA
SENDO SEMPRE UM RESUMO DE AMOR
SENDO SEMPRE A PRESA...